Eu a observei dormir. Estava ali, nua, entregue em minha cama.
Contrariava a música que vivemos a uns cinco minutos,
O momento em que nos tocamos ao mesmo tempo
E terminamos no mesmo acorde.
Sua boca estava encostada em meu ombro
Permitia que eu ouvisse a sua respiração: uma melodia angelical.
Certamente eu não dormiria, não queria perder aquele momento por nada,
Queria observá-la um pouco mais...
Via seus cílios, seus seios, seu corpo parecia um violino raro,
Seus cabelos eram como as finas cordas de um violão nunca tocado antes.
Queria por um momento esquecer do mundo lá fora,
Pois a realidade era dura demais.
O refrão daquela música começava a me irritar,
O "tic tac" do relógio marcava o compasso do tempo passando
E tempo era o que eu não queria saber naquele momento.
Podia se confundir com um tambor as batidas do meu coração
Quando eu lembrava das imagens
E a trilha sonora do nosso amor pouco antes vivenciada.
Não há como descrever o sentimento que eu tive e estou tendo,
Pois a música é inexplicável, principalmente a música feita por dois corpos.
O balançar de nossos corpos eram regidos
Por "Anjos-Maestros" que reverenciavam o amor,
Era uma sinfonia pura, simples, singular... Como se tivesse sido criada apenas para nós.
Foi a primeira vez que tocamos os nossos corpos e criamos a nossa própria canção,
Mas parecia que nos conhecíamos há muito tempo, parecia que você sempre foi a minha co-autora.
Tenha a certeza de que o que vivemos hoje,
Mesmo se a nossa canção terminar algum dia,
Será algo que jamais sairá da memória de minha pele.
terça-feira, 11 de agosto de 2009
sexta-feira, 7 de agosto de 2009
Sem título
Às vezes fico enjoado de me sentir vazio
Abro as janelas, rego as flores, lavo a louça,
Dou um sorriso, canto sua música preferida...
Finjo que você está aqui.
Sei que não dá pra viver numa ilusão
Por isso faço essas coisas em grandes ocasiões.
Chamo de grandes ocasiões
Quando eu me acho muito bom ou um completo lixo,
Quando eu tô cheio de dor ou vaidade,
Quando eu finjo que tenho o que nunca tive
E me desfaço de tudo o que tenho,
Quando eu quero que me procurem ou me esqueçam,
Mas sempre tomo cuidado com as grandes ocasiões.
Olho pela janela e vejo como é bela a vida e percebo
Que tenho estado do melhor jeito de estar mal
Mesmo com o calor do meu corpo,
Sinto um frio no meu mundo sem você
Olho sempre pela janela, procuro sua sombra
Espero que alguma hora você volte
Quando aquela música que você tanto gosta acabar
Tenho gastado o meu tempo esperando, em vão, uma ligação,
Mas eu não posso voltar o tempo,
Muito menos acelerá-lo para que você volte logo.
Finjo odiá-la a cada noite quando vou dormir
Pra poder te amar mais e mais na manhã seguinte.
E com toda falta de vergonha na cara
Eu ainda procuro sossego na sua sombra, em seu rastro,
No território hostil de sua presença
Nunca fui seu porto seguro para suas constantes tempestades,
Pois foi na calmaria que você abandonou
Eu ficava feliz quando voávamos de mãos dadas,
Mas não sabia que ia comigo porque não sabia o caminho.
Ao me apaixonar por ti não reparei
Que tinhas apenas vontade, entusiasmo
Tínhamos sonhos, mas sonhos, assim como deuses,
Deixam de existir quando não se acredita mais neles...
Mas, meu amor, vai se precisa ir, fique o tempo que quiser
Não queria mais brigar,
Muito menos dizer palavras amargas que nos machucaram tanto.
Esfrie a cabeça, sei me virar sem você,
Vou ficar aqui com um livro, um bom vinho e a televisão,
Mas quando você voltar... apague as luzes, feche a porta e as janelas...
E saiba que eu te amo tanto!
Às vezes fico enjoado de me sentir vazio
Abro as janelas, rego as flores, lavo a louça,
Dou um sorriso, canto sua música preferida...
Finjo que você está aqui.
Sei que não dá pra viver numa ilusão
Por isso faço essas coisas em grandes ocasiões.
Chamo de grandes ocasiões
Quando eu me acho muito bom ou um completo lixo,
Quando eu tô cheio de dor ou vaidade,
Quando eu finjo que tenho o que nunca tive
E me desfaço de tudo o que tenho,
Quando eu quero que me procurem ou me esqueçam,
Mas sempre tomo cuidado com as grandes ocasiões.
Olho pela janela e vejo como é bela a vida e percebo
Que tenho estado do melhor jeito de estar mal
Mesmo com o calor do meu corpo,
Sinto um frio no meu mundo sem você
Olho sempre pela janela, procuro sua sombra
Espero que alguma hora você volte
Quando aquela música que você tanto gosta acabar
Tenho gastado o meu tempo esperando, em vão, uma ligação,
Mas eu não posso voltar o tempo,
Muito menos acelerá-lo para que você volte logo.
Finjo odiá-la a cada noite quando vou dormir
Pra poder te amar mais e mais na manhã seguinte.
E com toda falta de vergonha na cara
Eu ainda procuro sossego na sua sombra, em seu rastro,
No território hostil de sua presença
Nunca fui seu porto seguro para suas constantes tempestades,
Pois foi na calmaria que você abandonou
Eu ficava feliz quando voávamos de mãos dadas,
Mas não sabia que ia comigo porque não sabia o caminho.
Ao me apaixonar por ti não reparei
Que tinhas apenas vontade, entusiasmo
Tínhamos sonhos, mas sonhos, assim como deuses,
Deixam de existir quando não se acredita mais neles...
Mas, meu amor, vai se precisa ir, fique o tempo que quiser
Não queria mais brigar,
Muito menos dizer palavras amargas que nos machucaram tanto.
Esfrie a cabeça, sei me virar sem você,
Vou ficar aqui com um livro, um bom vinho e a televisão,
Mas quando você voltar... apague as luzes, feche a porta e as janelas...
E saiba que eu te amo tanto!
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