Eu a observei dormir. Estava ali, nua, entregue em minha cama.
Contrariava a música que vivemos a uns cinco minutos,
O momento em que nos tocamos ao mesmo tempo
E terminamos no mesmo acorde.
Sua boca estava encostada em meu ombro
Permitia que eu ouvisse a sua respiração: uma melodia angelical.
Certamente eu não dormiria, não queria perder aquele momento por nada,
Queria observá-la um pouco mais...
Via seus cílios, seus seios, seu corpo parecia um violino raro,
Seus cabelos eram como as finas cordas de um violão nunca tocado antes.
Queria por um momento esquecer do mundo lá fora,
Pois a realidade era dura demais.
O refrão daquela música começava a me irritar,
O "tic tac" do relógio marcava o compasso do tempo passando
E tempo era o que eu não queria saber naquele momento.
Podia se confundir com um tambor as batidas do meu coração
Quando eu lembrava das imagens
E a trilha sonora do nosso amor pouco antes vivenciada.
Não há como descrever o sentimento que eu tive e estou tendo,
Pois a música é inexplicável, principalmente a música feita por dois corpos.
O balançar de nossos corpos eram regidos
Por "Anjos-Maestros" que reverenciavam o amor,
Era uma sinfonia pura, simples, singular... Como se tivesse sido criada apenas para nós.
Foi a primeira vez que tocamos os nossos corpos e criamos a nossa própria canção,
Mas parecia que nos conhecíamos há muito tempo, parecia que você sempre foi a minha co-autora.
Tenha a certeza de que o que vivemos hoje,
Mesmo se a nossa canção terminar algum dia,
Será algo que jamais sairá da memória de minha pele.
uiuiui...quente esse poema...vc q fez???
ResponderExcluiré lindo!
lindo foi vc quem escreveu alien ??
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